Declare o seu apoio à Operação Integrada Centro Legal!

Operação Integrada Centro Legal! Não se trata de uma ação para simplesmente recuperar uma área física importante da cidade de São Paulo (a região da Nova Luz), mas sim um movimento articulado (INTEGRADO) de forças (estadual e municipal) que está ensejando no encaminhamento de muitas pessoas que se estavam excluídas de verdade! Paradoxalmente estavam no centro da cidade e, ao mesmo tempo, fora e muito distante dela. O papel da Polícia Militar e dos demais órgão de segurança pública estão sendo fundamentais nesta primeira etapa da operação e criando ambiente para as etapas seguintes, que foram devidamente PLANEJADAS! A INTELIGÊNCIA POLICIAL tem permitido a prisão dos traficantes para os quais aquele cenário deveria ser perene. O que importa é que agora estão acontecendo as verdadeiras transformações que muitos críticos se posicionam em sentido contrário mas que, ao longo de todo esse tempo, na prática nunca viabilizaram! Tem muita gente falando coisas aparentemente interessantes mas que jamais sairam do papel ou do pen drive! E sejamos sensatos, de teóricos o Brasil já tá cheio! Por isso tudo é que todos aqueles que concordam com a Operação Integrada Centro Legal devem “curtir” a sua página aqui no Facebook  ( basta clicar em : https://www.facebook.com/pages/Opera%C3%A7%C3%A3o-Integrada-Centro-Legal/328386197179247 ). Mas, mais do que isso, peçam aos seus contatos o mesmo apoio! Vamos colar o selo de apoio da operação nas páginas pessoais e empresariais, vamos mostrar que queremos solução para algo que já é um problema de muitas décadas! Nossa meta é atingirmos 10.000 apoiadores da página até o final de janeiro. Para isso basta que cada um dos atuais apoiadores (mais de 2700) convença outros 5!!! Conto com o apoio de todos(as)!!!

 

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O poder do crack


Entre as drogas que circulam em grande quantidade no país, ele é o mais destrutivo. Especialistas alertam que um em cada três usuários morre em média após cinco anos de uso contínio do crack. Confira a seguir seu efeito sobre o organismo e uma comparação com as demais drogas

http://veja.abril.com.br/infograficos/efeitos-crack/info-crack.swf

Texto: Natalia Cuminale / Infográfico: Mirian Alves e Alex Akermann
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Nova York também teve sua cracolândia. E conseguiu acabar com ela

O Bryant Park, no coração de Manhattan, entre as ruas 40 e 42, virou um mercado de drogas a céu aberto cercado por traficantes, viciados e mendigos nos anos 80. Hoje, a região está plenamente recuperada

Natalia Cuminale
Prédios abandonados na região Alphabet City, na região de Lower East Side, em Nova York em 1986Prédios abandonados na região Alphabet City, na região de Lower East Side, em Nova York em 1986 (Frances M. Roberts/Latinstock)

Há 25 anos, andar pelas ruas de Nova York não era tão seguro quanto é hoje. Os índices de criminalidade atingiam recordes históricos, muitas vezes motivados pelo tráfico de drogas. A epidemia do crack, que assolou a cidade na metade da década de 80, criou regiões em que o medo fazia parte da vida dos moradores locais — uma realidade parecida com a que os paulistanos enfrentam atualmente na Cracolândia, localizada na região central de São Paulo.

A cracolândia novaiorquina localizava-se no Bryant Park, coração de Manhattan, entre as ruas 40 e 42, a uma quadra da Grand Central, maior estação de trens do mundo e um dos cartões postais da cidade. Costumava ser um mercado de drogas a céu aberto cercado por traficantes, viciados e mendigos. Outro bairro, conhecido como Alphabet City, também em Manhattan, no Lower East Side, ficou por muito tempo sendo ocupado por traficantes, fato que destruiu a vida da comunidade local. “A cidade de Nova York foi a primeira experiência que tivemos com o crack nesse formato de pedra para ser fumada, sendo vendido nas ruas”, afirmou ao site de VEJA Robert Stutman, ex-chefe do escritório de Nova York do DEA (Drug Enforcement Administration), um órgão da polícia federal dos Estados Unidos responsável pela repressão e controle das drogas.

Um estudo realizado pelo Bureau of Justice Statistics mostrou que o uso de crack estava relacionado a 32% de todos os 1.672 homicídios registrados em 1987, e a 60% dos homicídios ligados às drogas. “O crack se espalhou rapidamente por Nova York. Isso aconteceu por uma combinação de baixo preço e do prazer proporcionado pela droga”, disse Stutman.

Spencer Platt/Getty Images

Bryant Park, em Nova YorkBryant Park, em Nova York, nos dias atuais

Pressão — Para vender o crack, os traficantes se estabeleciam em edifícios abandonados e assumidos pelo governo de Nova York por conta de impostos atrasados. Esses locais, predominantes em Alphabet City, ficaram conhecidos como crack houses. Além disso, os usuários também costumavam dirigir dos subúrbios até a área central de Manhattan para comprar a droga. O que facilitava a abordagem policial, segundo Stutman. “Eles nunca saiam do carro para comprar a droga, apenas se dirigiam ao local e recebiam a droga. E, nos Estados Unidos, há uma lei que se drogas forem encontradas em um carro, podemos apreender as drogas e os carros. Nessa fase, prendíamos centenas de carros”, afirmou.

A abordagem policial na época consistia em aumentar os reforços policias nessa região, em uma estratégia de dispersar os usuários. Na ocasião, havia um policial posicionado a cada esquina, quase que 24 horas por dia. O objetivo era prender os traficantes que ficavam perambulando pelas ruas. A estratégia, porém, fortaleceu ainda mais as crack houses, já que o consumo não chegava a ser controlado.

A operação, chamada Pressure Point, passou a focar nas organizações criminosas espalhadas pelos bairros. Para combater o tráfico, policiais à paisana eram orientados a comprar drogas com o objetivo de aprender mais sobre o tráfico; oficiais foram colocados no topo de prédios para observar a ação dos criminosos; e o número do efetivo também aumentou. Entre 1991 e 2001, a força policial de Nova York cresceu 45% — três vezes mais do que a média nacional.

Leis severas e tolerância zero — Outra medida que colaborou com o fim da epidemia de crack foi a aplicação de leis severas, já existentes. A lei Rockefeller, apesar de ter sido criada antes da epidemia, em 1973, foi responsável pela explosão no número de condenações por posse de drogas, passando de 2.554 em 1980 para 26.712 em 1993. A lei estabelecia sentenças mínimas obrigatórias de 15 anos até a prisão perpétua por posse de cerca de 110 gramas de qualquer tipo de droga. Entre os jovens levados à prisão, 70% usavam crack em 1988, contra 22% em 1996.

No início da década de 1990, o então prefeito de Nova York, Rudolph W. Giuliani, instaurou a política de tolerância zero, que impunha punições automáticas para qualquer tipo de infração, como a pichação, por exemplo. O objetivo é eliminar por completo a conduta criminosa e as contravenções. Durante sua administração, Giuliani reduziu pela metade as taxas de criminalidade de Nova York. Uma das armas foi a adoção do Compsat, um sistema utilizado pela polícia para detectar os principais pontos onde ocorrem os atos criminosos e levar a uma ação rápida de combate ao crime.

A legislação mais dura, combinada à ação policial respaldada pela política de tolerância zero, o crescimento econômico e mudanças demográficas, como o envelhecimento da população, são apontados como os principais fatores responsáveis pela redução de cerca de 80% nas taxas de crimes em geral em um período de 20 anos. Em 2010, a cidade registrou 536 homicídios. Alguns especialistas também argumentam que os efeitos destrutivos do crack tornaram-se aparentes, fazendo com que os novos usuários, com medo do poder maléfico da droga, ficassem longe dele.

Spencer Platt/Getty Images

Pedestres andam no bairro "Lower East Side", em Nova YorkPedestres andam no bairro Alphabet City, localizado no Lower East Side, em Nova York

Justiça terapêutica — Uma alternativa surgiu para os usuários de crack no fim da década de 80. Em 1989, a Flórida criou as drugs courts, que eram tribunais especializados em atender usuários de drogas, formados por uma equipe com advogados de defesa, promotores, especialistas em saúde mental e em serviço social. Aqueles que eram pegos com uma pequena quantidade de drogas (até 28 gramas) podiam ter a sentença reduzida ou até a ficha criminal cancelada se não tivessem cometido delitos graves, como homicídios. A contrapartida era frequentar um programa de internação voluntária, com regras e condições previamente estabelecidas entre o réu, advogado de defesa, a acusação e o tribunal.

O estado de Nova York liderou a expansão e a institucionalização das drug courts nos Estados Unidos. Atualmente, são cerca de 180 tribunais de drogas em operação no estado. Até setembro de 2010, 60.588 pessoas participaram dos programas de tratamento oferecidos pelos tribunais de Nova York e 24.423 finalizaram o programa.

O que pode ser feito no Brasil — Segundo especialistas consultados pelo site de VEJA, o combate ao crack é um problema de saúde pública e de segurança pública e deve ser combatido nas duas frentes. “O tratamento é uma forma de reduzir o uso de drogas, os níveis criminais e também diminui a contribuição com os mercados ilegais de drogas. Mas a maioria dos usuários não aceita tratamento ou não permanece nele”, diz Mark Kleiman, professor de políticas públicas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. “A oferta do tratamento não constitui uma solução total do problema, nem mesmo a prisão por si só”, afirma Kleiman, que é autor dos livros Against Excess: Drug Policy for Results (Contra o Excesso: Política de Drogas para Resultados) e When Brute Force Fails (Quando a Força Bruta Falha).

Kleiman cita um programa chamado HOPE (Hawaii’s Opportunity Probation with Enforcement), criado em 2004, que consiste em reduzir as violações de liberdade condicional por infratores da legislação antidrogas. No projeto, os réus são submetidos a exames periódicos, feitos de surpresa, para confirmar se eles realmente abandonaram as drogas. Se o resultado der positivo ou se descumprirem qualquer termo da condicional, eles são presos imediatamente.

“Esse projeto tem tido um sucesso espetacular, alcançado 80% de abstinência na população alvo, após um ano de programa. Além disso, reduziu pela metade o número de novos encarceramentos”, diz Kleiman. Atualmente, o programa está sendo replicado em alguns locais do país e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos está avaliando o modelo para possível financiamento federal.

Para Russel Falk, diretor associado do Centro de Intervenção, Tratamento e Pesquisa em Dependência da Wright State University, em Ohio, a aplicação da lei tem um papel muito importante para ajudar a reduzir os problemas que provêm do crack. “Não há dúvida de atividades policiais são necessárias para ajudar a reduzir o fornecimento de drogas que estão disponíveis, mas a redução da oferta deve ser acompanhada de programas de para a redução da procura, basicamente de prevenção e tratamento”, diz Falck.

Nos EUA, foi feita uma abordagem combinando a aplicação da lei com a prevenção e tratamento. Apesar disso, Falck lembra que os investimentos não foram proporcionais em cada área. Cerca de dois terços dos fundos voltados para o abuso de drogas era para segurança pública, e o restante para o tratamento, pesquisa e prevenção. Segundo ele, uma distribuição diferente pode levar a melhores resultados.

Embora os dados epidemiológicos sugiram que o uso de crack nos EUA têm diminuído nos últimos 15 anos, os dados também mostram claramente que essa droga continua a ser um problema. “Uma pesquisa revela que pouco mais de 80.000 pessoas usaram crack pela primeira vez em 2010. E mais de nove milhões têm pelo menos alguma experiência com ele”, diz Falck. “Você não pode colocar nove milhões de pessoas na cadeia. Então, programas eficazes de prevenção, intervenção e tratamento têm que fazer parte da solução. Apesar de termos feito alguns progressos nestas áreas, ainda temos um longo caminho a percorrer”, afirma Falck.

 

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/nova-york-tambem-teve-sua-cracolandia-e-conseguiu-acabar-com-ela

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Porque a Operação Integrada Centro Legal é Programada, Inteligente e Planejada

PROGRAMADA – porque desde o ano passado têm havido reuniões e deliberações sobre a ocupação; a data da ação da Polícia Militar não foi deliberada aleatoriamente.

INTELIGENTE – porque se valeu de um prévio trabalho de inteligência, de levantamentos das equipes do Centro de Inteligência e de emprego dos sistemas inteligentes de informação e telemática.

PLANEJADA – porque houve todo um trabalho, com base em levantamentos de campo (operações de inteligência) e sistemas inteligentes, para planejar, coordenar e organizar a operação; ela não foi feita sem prévio preparo; foi exaustivamente planejada, com todos os meios disponíveis e em etapas a serem vencidas progressivamente.

Fonte: Centro de Comunicação Social

 

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Alckmin diz que Cracolândia precisa “da ajuda de todos”

Governador de São Paulo diz que a região, que chama de “ex-Cracolândia”, precisa da ajuda da União, das Igrejas e do Ministério Público

 

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira que várias reuniões foram realizadas com a prefeitura de para decidir a ação conjunta que seria adotada na ocupação da Cracolândia, no centro da capital paulista.

Alckmin se referiu à região como “ex-Cracolândia” e comemorou “os indicadores positivos” da operação. “Aumentou muito o número de pessoas procurando abrigos sociais. Agora estamos oferecendo mais 286 vagas em abrigos. Também aumentou muito a procura por internação voluntária, nenhuma foi compulsória. Foram sete por dia”, revelou. 

Dados do governo estadual contabilizam 80 internações, das 1.782 pessoas abordadas por profissionais da Saúde, apreensão de 3,275 kg de crack ou cerca de 9,8 mil pedras, 15,159 kg de cocaína e de 42,524 kg de maconha, retirada de 107,8 toneladas de lixo das ruas da Cracolândia, além da recaptura de 43 fugitivos procurados pela Justiça e prisão de 109 pela Polícia Militar desde o início da ocupação, no último dia 3 de janeiro.

Para Alckmin, a ação na Cracolândia é um trabalho social, de saúde e de segurança pública. “Nós acreditamos na recuperação das pessoas. Nós temos o dever de ajudar a população e os dependentes químicos, e de combater duramente o tráfico de drogas”, justificou. 

Questionado sobre uma possível participação do governo federal na ação, Alckmin disse que a região precisa “da ajuda de todos”, seja da União, das Igrejas ou do Ministério Público. “Esse é um trabalho longo, só está começando”, destacou. 

Alckmin contou que já passou “uma madrugada inteirinha” andando à pé pela região, pouco antes de assumir o novo mandato como governador. Na última sexta-feira (13) passou pela “ex-Cracolândia”, mas como seguiria para um evento religioso, não desceu do carro. “Tenho ido pessoalmente in loco”, garantiu.

* Com informações da AE

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/alckmin-diz-que-cracolandia-precisa-da-ajuda-de-todos/n1597579940205.html

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Resultados atualizados da Operação Integrada Centro Legal – 17/01 – 06 horas

Operação Centro Legal
Boletim nº 037
17JAN12, 06h
A operação integrada Centro Legal é constituída de atividades que envolvem as polícias e os órgãos estaduais e municipais ligados à segurança, saúde e assistência social. Seus objetivos são o resgate da cidadania, a elevação da dignidade humana por meio da reinserção social, a recuperação de áreas degradadas e o combate do tráfico de drogas.
 
Após estudos e reuniões preparatórias, as novas ações começaram no dia 3 de janeiro de 2012 e serão desenvolvidas de maneira permanente, não havendo assim previsão para o término.
 
Os resultados parciais serão divulgados três vezes por dia, às 06h00, 11h00 e 17h00, sendo que os boletins antigos poderão ser acessados na página da internet da Polícia Militar (www.policiamilitar.sp.gov.br). Para melhor visualização as ações são subdivididas em três áreas de atuação: policial, social e de saúde. Até o momento, os resultados são os seguintes:
 
 
AÇÕES POLICIAIS 
Pessoas presas  112
Abordagens policiais 5811
Condenados capturados 43
Quantidade de flagrantes (incluindo ato infracional) 96
Crack apreendido 3,315 kg
Cocaína apreendida 15,159 kg
Maconha apreendida 42,524 kg
AÇÕES SOCIAIS 
Abordagens – Atenção Urbana 1786
Atendimento – SMADS  3698
Encaminhamentos para Abrigamentos – SMADS* 1165
Encaminhamentos para Saúde – SMADS 212
Lixo retirado  107,8 toneladas
Encaminhamento da Helvetia com transporte da SMADS para portas de entrada – CDR/COMUDA* 55
Informações – CDR/ COMUDA 429
AÇÕES DE SAÚDE 
Abordagens de Agentes da Saúde 1782
Encaminhamentos para serviços de saúde 266
Internações 80
Encaminhamento para hospitais 9
Atendimento para Tratamento – CRATOD* 6
Atendimento para tratamento – Grávidas 6
 
 
            
AÇÕES DA GCM Total
Pessoas presas 3
Condenados capturados 1
Crack apreendido (pedras) 100
Ocorrência contra o patrimônio 1
Encaminhamento Serviços de Saúde 41
Encaminhamentos para Hospitais 1
Encaminhados para CRATOD 0
Abordagem de Pessoas em Situação de Risco 1344
Encaminhamento de pessoas em situação de risco 19
Encaminhamento de Crianças/Adolescente em situação de risco 13
Localização desaparecidos 0
Orientação/Informação 2976
 
 
 
Siglas:
·         SMADS – Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.
·         CDR/COMUDA – Coordenadoria de Atenção as Drogas / Conselho Municipal de Políticas Públicas de drogas e álcool.
·         CRATOD – Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas.
 
 
Assessoria de Imprensa da Polícia Militar (11) 3327-7063 / 7064
Assessoria de Imprensa da Prefeitura: (11) 3113-8861 / 8851
Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal da Saúde: (11) 3397-2370 / 2372
Assessoria de Imprensa da GCM: (11) 3124-5190/92.

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Opinião de Reinaldo Azevedo sobre ações na região da Nova Luz

 Sabem qual é o busílis do crack?Ele desorganiza a poesia dos laxistas, dos defensores da descriminação ou da legalização das drogas. E então se apela à tese da medicalização como alternativa à repressão policial, o que é, evidentemente, no que respeita à lógica e à argumentação, um truque baixo. Vamos pensar as duas questões.

Nos tempos pré-crack, a droga, do ponto de vista do consumidor, parecia mera questão privada, restrita ao indivíduo ou às famílias. O problema de segurança pública já estava dado, sabíamos. Os traficantes se dedicam, como é evidente, a outros tipos de crime além da venda de drogas. No extremo da delinqüência, sitiam áreas da periferia das grandes cidades – ou os morros do Rio – e impõem as suas próprias leis. O viciado, no entanto, era mais ou menos invisível.

Ainda hoje, em comunidades pobres – falo porque sei e vivi a situação, à diferença de alguns bobinhos endinheirados, que consomem droga protegidos por segurança privada -, “ser maconheiro” não é uma coisa boa, não. As famílias não aprovam; a sociedade rejeita. Inexistiam e inexistem áreas das cidades “ocupadas” por viciados, vivendo numa espécie de transe, dispostos a qualquer coisa. A invisibilidade do viciado facilitava, e facilita, o discurso laxista, do “deixa-estar”, do “cada-um-faça-o-que-bem-entender”.

O crack leva o viciado para o limite sem limites da abjeção, onde tudo é possível, e qualquer coisa é permitida. Se boa parte dos consumidores de maconha e de cocaína ainda consegue manter vínculos familiares e sociais, como emprego por exemplo, o viciado na pedra se desliga, vamos dizer assim, do mundo da produção. Pesquisa Datafolha indica que mais de 70% dos que têm moradia – isto é, dos que ainda não estão no estágio da sarjeta – moram sozinhos. A loucura do crack não é compartilhável a não ser daquele modo, os zumbis-mônadas, cada um imerso na própria loucura.

Essa droga, em suma, joga no lixo a tese de que o consumo é “só uma questão individual”, uma espécie de luta contra “o estado repressor”. O álcool, por exemplo, é, sim, um grave problema de saúde pública, ainda não devidamente abordado pela legislação, acho eu. Mas onde fica o “Vale dos Bêbados”? Inexiste! E não me venham com a tese ridícula de que é a ilegalidade que faz as cracolândias. A verdade está no contrário: é a tolerância com o crack, isto sim (na suposição de que se trata de um “problema social”), que criou essas áreas nas cidades. Chegamos ao ponto a que chegamos, e não só em São Paulo, porque a pedra passou a ser vista como uma fatalidade. Muito bem!

Os laxistas, no entanto, continuam refratários à ação da polícia para reprimir o tráfico e, evidentemente, impedir a formação, na marra, de uma comunidade de viciados, que funciona com leis próprias. Ora, imaginem-se as leis criadas por pessoas que perderam o discernimento. Não por acaso, 90% das mulheres que perambulam pela cracolândia são mães – quase sempre de filhos sem pais. Ou se prostituíram para conseguir a droga ou fizeram sexo sem proteção.

Ora, se a polícia não pode atuar, então fazer o quê? Aí vem a conversa do “Chamem os Médicos!” O liberou-geral teria como corolário um rigoroso programa de tratamento que supõe, como quer o Ministério Púbico, desde uma espécie de babá para refazer os laços do viciado com a família até a prioridade na fila por moradia gratuita – é o tal do “Pavlov às avessas”, como chamei, que compensa a transgressão.

A “medicalização”, acompanhada do trabalho de “prevenção”, substitui a repressão? Trata-se de uma tese estúpida. O trabalho da polícia coíbe o tráfico e, insisto, a formação de uma comunidade de “diferenciados” (como dizem os militantes tolinhos) que impõem a sua vontade, ao arrepio da lei, a cidadãos de bem, que lutam para ganhar a vida honestamente.

 Assim, caros leitores, sempre que alguém vier com essa conversa de que droga é um assunto para médicos, não para policiais, responda que a imposição dos valores democráticos da Constituição, quando violados, na marra, por um grupo, é, sim, assunto para a polícia. Isso não pode ser feito por médicos ou psiquiatras.

Médico para quem precisa de médico e polícia para quem precisa de polícia!

Que o governo de São Paulo não esmoreça e não ceda à pressão políticamente estúpida.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/medico-para-quem-precisa-de-medico-e-policia-para-quem-precisa-de-policia/

 

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